O amarelo que romantiza a chuva mesclado com o verde que ilumina a figueira histórica colore o centro da cidade. Tudo está chuvoso, úmido e com aparência triste. Aparência, pois por trás da melancolia da chuva e do blues fica a beleza das cores e dos amores escondidos ali, para todos os olhos que conseguirem sentir. Surge uma certa nostalgia de algo bem próximo que exige comparações banais.
Nostalgia essa, que trouxe à memória lugares e pessoas já quase esquecidas. A memória é algo tão seletivo e triste de certa forma, já que pessoas, lugares e situações muy queridas vão ficando para trás aos poucos. Enquanto isso, outras coisas vem surgindo e ocupando esses lugarzinhos no cérebro e no coração da gente.
Fica sempre esse desejo de que as coisas serão eternas mesmo que acabem, só que a eternidade de um sentimento exige que ele, pelo menos, seja lembrado de vez em quando. Sinto saudades de alguéns que sei que já "cresceram" atrás de objetivos distantes dos meus e sei que provavelmente não voltem mais - ou não da mesma forma. Sinto saudades até de alguéns que já vão estar de volta. E sinto saudades de um alguém, também. Acho que fotos servem pra que esse sentimento continue existindo.
Coração que sente demais o tempo todo todo e essa cabeça que não para de girar.
A fragmentação das minhas palavras pode ser pelo vinho e pela música ruim que ta tocando, boa noite Florianópolis.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
federalmente catarina
Reuniões e discussões de algum movimento coletivo estudantil pensante acompanham descobertas e fazem a cabeça perguntar. Questionamentos que ficam martelando na cuca perante a tanto esforço frustrante de seres que (estão em treinamento para) futuramente - ou não - políticos partidários de uma / para uma "nova ordem".
Confuso demais. Ainda não consegui direito.. E essa é a imagem deles que ficou pra mim.
Espero que os planos que tenho em mente se tornem reais e que eu conquiste meu espaço dentro dessa confusão. Tomara.
Confuso demais. Ainda não consegui direito.. E essa é a imagem deles que ficou pra mim.
Espero que os planos que tenho em mente se tornem reais e que eu conquiste meu espaço dentro dessa confusão. Tomara.
terça-feira, 26 de julho de 2011
simplesmente
Pinto com cores as caras antes apagadas que ainda estão aqui. Já passado o tempo em que acreditava na existência de máscaras, noto que o maior borrão cinzento foi meu.
Banal tentativa de um esquecimento - por sabe-se lá quais motivos - que não funcionou, entretanto permitiu visão e atitude para se poder retornar às raízes - com direito a tudo e todos que existe de mais lindo aqui.
Frases de efeito em papos entorpecentes(cidos) com alguém à parte da realidade atual podem servir para mudar, ou entender. Ou entender para mudar.
("Sabe quando tu ta pensando muito muito em uma coisa e aparece alguém estranho que te diz alguma coisa e tu pensa: é isso!!! É como se brilhasse uma luzinha boa é como se - literalmente - a ficha caísse.")
Banal tentativa de um esquecimento - por sabe-se lá quais motivos - que não funcionou, entretanto permitiu visão e atitude para se poder retornar às raízes - com direito a tudo e todos que existe de mais lindo aqui.
Frases de efeito em papos entorpecentes(cidos) com alguém à parte da realidade atual podem servir para mudar, ou entender. Ou entender para mudar.
("Sabe quando tu ta pensando muito muito em uma coisa e aparece alguém estranho que te diz alguma coisa e tu pensa: é isso!!! É como se brilhasse uma luzinha boa é como se - literalmente - a ficha caísse.")
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
54?
As caras, os telefones e os nomes são os mesmos; as pessoas é que já não são mais. Me incluo.
Tudo e todos me remetem a dias que acabaram.
Acabaram e não voltam mais.
Tudo e todos me remetem a dias que acabaram.
Acabaram e não voltam mais.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
à parte do todo.
Estou eu cruzando o Parcão, hoje, vindo pra casa, caminhando e cantando e seguindo a canção quando, do nada, um senhor barrigudo de uns 60 e poucos anos, passeando com sua cadelinha, me para e diz:
- Oi moça bonita! Toma, umas flores pra ti!
Me assusto a príncipio.
Depois, sorrio, agradeço e sigo.
Flores roxas, bonitas. Cena singela, emocionante.
Agora, a cor roxa de cinco pétalas no copo d'água colore meu ambiente com o que ainda resta de simplicidade no mundo.
Murchando - ambas - mas está aí, ainda.
Todo o ano eu fico triste e quero que o horário de verão não seja só do verão.
Vou dormir nesse sábado quente, depois de umas cervejas refrescantes, já que a noite de sexta foi de alta kilometragem e minhas pernas estão cansadas.
Boa noite.
- Oi moça bonita! Toma, umas flores pra ti!
Me assusto a príncipio.
Depois, sorrio, agradeço e sigo.
Flores roxas, bonitas. Cena singela, emocionante.
Agora, a cor roxa de cinco pétalas no copo d'água colore meu ambiente com o que ainda resta de simplicidade no mundo.
Murchando - ambas - mas está aí, ainda.
Todo o ano eu fico triste e quero que o horário de verão não seja só do verão.
Vou dormir nesse sábado quente, depois de umas cervejas refrescantes, já que a noite de sexta foi de alta kilometragem e minhas pernas estão cansadas.
Boa noite.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
reticências
Por tantas vezes, a melhor coisa é realmente não entender o que se passa. Quando se entende, tudo fica sem graça e banal. Não digo o “não entender” na sua forma ignorante. Desejo ter tamanha inteligente a ponto de optar por não querer entender. O entendimento mostra verdades desnecessárias – algumas vezes. O não entendimento ilude, fantasia, sonha e ama.
Então, melhor não pensar. O “melhor” é essa angústia da espera. E é tão bom!
(Oração ao tempo.mp3)
Boa quinta feira feliz, sempre. :))
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
omAr.
A estabilidade de um coração instável atrai palavras queridas de outrora. A aceitação do conforto assusta o - aparentemente - já acostumado com isso. Em contraponto, sinto saudades.
Uma coisa que deixa a cabeça tonta, cheia de interrogações estranhas. Algumas palavras conhecidas, outras nem tanto.
Confuso, eu sei, também acho. Só sinto, e sinto muito.
Tchau, fui ver o mar.
(omar) (romã) (amor).
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
boas lonjuras, Alice.
Complicações. Um canto não completamente teu, uma divisão não completamente dividida. Insegurança real de algo que não te pertence como deveria. Uma continuação de algo aparentemente acabado. Entretanto, com muitas falhas. Mudanças virão – falo por mim.
Boa madrugada.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
então.
“A mente ociosa é o jardim do diabo”, como diz Luís Fernando Veríssimo. E faltam opções em Caxias do Sul para se ocupar o tempo ocioso. Com isso e com essa chuvinha diária, penso eu que se nessas férias eu não chegar a esse tal jardim, não chego mais nessa vida.
Entretanto, estou sabendo lidar com isso, e está bom.
Ótimo final de semana.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
03:50 AM
Madrugada que tanto me acompanha. Intensifica tudo. Aflora sentimentos e visões estranhas - ou nem tanto. A calmaria das horas escuras do dia me leva além. Vou de cá pra lá e de lá pra acolá. Fotos e momentos que meu corpo, além de minha mente, gostariam de estar. Cabeça com mil coisas, gestos e sugestões.
Madrugada de latidos, barulhos e olhares.
De música, vozes e tons.
De filmes, medos e lágrimas.
Madrugada de letras, pontos e palavras.
Sorrisos, Quintanas e Pessoas.
Madrugada de mim, comigo. E só.
Boa noite, noite de hoje; bom dia, dia de hoje.
___
Combinar alguma coisa com alguéns pode ser muito difícil. Opiniões demais atrapalham uma - nem tão certa - certeza. Porém, tudo vai dar certo no final.
Fiquem bem.
o futuro de um passado bem presente.
Me sinto em casa dentro de casa, já não me sinto tão livre fora de casa, me perdi completamente quando te perdi por aqui.
Hoje eu vejo que me encontrei por tê-los encontrado lá.
Meus amigos, meus amores e meus caminhos. Meus, livre para dizer “meus”. Sem perguntas, opiniões ou reclamações, sem dúvidas.
Singelos e medrosos passos que só seguiram um desejo; em tão pouco tempo trilharam um caminho com pessoas eternas em lugares mágicos. Meu chão ainda é aqui, meu refúgio físico e espiritual. Meus maiores amores. E não deixará de ser. Entretanto, aqui já não é como um dia foi. O deslumbramento vivido fez com que alguns e alguéns ficassem na lembrança, e que boas lembranças tenho eu. Sem mágoas e nem arrependimentos. Apenas uma liberdade que trouxe a mudança que veio para o bem. Um bem que espero que dure.
E durará.
Um ano maravilhoso que se foi.
Um ano maravilhoso que virá.
"Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor
E sinto um perfume de flor
Que brotou na primavera.
À noite, linda que era,
Banhada pelo luar
Tive ganas de chorar
Ao ver meu rancho tapera
Como é linda a liberdade
Sobre o lombo do cavalo
E ouvir o canto do galo
Anunciando a madrugada
Dormir na beira da estrada
Num sono largo e sereno
E ver que o mundo é pequeno
E que a vida não vale nada"
"Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor
E sinto um perfume de flor
Que brotou na primavera.
À noite, linda que era,
Banhada pelo luar
Tive ganas de chorar
Ao ver meu rancho tapera
Como é linda a liberdade
Sobre o lombo do cavalo
E ouvir o canto do galo
Anunciando a madrugada
Dormir na beira da estrada
Num sono largo e sereno
E ver que o mundo é pequeno
E que a vida não vale nada"
.papel Passando pro
Ano Novo. Caxias do Sul.. casaco na bolsa. Unhas pintadas, caras bonitas, roupas coloridas. Fumaça de porcodecostela assando em todos os cantos e roupas. Montar a complexa aparelhagem de som. Cantar. Escandalizar. (Sem motos, com microfones). Guido que bomba. Músicas desconhecidas causam stress geral. Megadavirada. TV. Escandalizar o óbvio. Quase, sim, quase, ano que vem tu consegue. Fome levemente saciada por petiscos desandados com poucos segundos de vida. Fotos. Rir. Encontros e desencontros de São Luís à Roberto Silveira. Chegada, enjôo, sono, dormir. Sem explicação. Jantar. Devorar. Acabar com. Jogar para acalmar lágrimas de crocodilo por que, de novo, faltou lugar. Comer os amendoins apostados. Idade que chega, dor que acompanha,dor, dor, tontura, tchau. Triste, sentir. Climalizar. Lavar, lavar, secar, sujar. Cansar, dormir, embora? Não. Aniversário. Meia vela com um palito e um zero. Doce. Salgado. Frango? Queijo. Açúcar. Morango. Morango. Comer, comer, beber. Gelo, bom. Chega, enfim, a flauta não-amarela, falta corda de um violão gatinho manhoso. Triste, culpa. Oi?
Meia Noite? Fogos? É. Caxias. Vencimento. Estouros. Barulhos. Nem tanto. Taças. Taças? Álcool e sem. Rosémoscatelepapapa. Forte. Fora. Planta. Outro. Outro. Esquecer a lentinha. Esquentar a lentilha. Comer a lentilha. Madeira de tempero na lentilha. Lentinha? Pé no chão da azar. Ana Maria Braga, eterno amor. Jogar. A bola cai. Corre na rua. Cuida com a Visate. Cuida. Lavar, lavar, secar, secar. Pêssegos. Convencer. Comprar. Jota Quest. Pêssegos. Embrulhar o aniversário para viagem. Embora? Não. Carona. Falta cama. Como? Onde? Acordar. Esperar. Guardar um carro que não é fácil. Difícil, difícil, muito difícil. Só um poderia. Esperar [2]. Acordar a cara cansada e alcoolizada. A carona não precisa mais. A espera em vão. O stress da espera alheia. Quem espera agüenta, quem causa a espera, não. Embrulhar o aniversário para viagem [2]. Embora [2]. Vinte pessoas, um porco, meio violão, confusões e gargalhadas.
Em suma, boa sorte, já que amanhã tem mais morangos.
Só pra quem estava presente entender.
Um ano novo em família pode ser muito muito divertido, eu garanto.
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