O amarelo que romantiza a chuva mesclado com o verde que ilumina a figueira histórica colore o centro da cidade. Tudo está chuvoso, úmido e com aparência triste. Aparência, pois por trás da melancolia da chuva e do blues fica a beleza das cores e dos amores escondidos ali, para todos os olhos que conseguirem sentir. Surge uma certa nostalgia de algo bem próximo que exige comparações banais.
Nostalgia essa, que trouxe à memória lugares e pessoas já quase esquecidas. A memória é algo tão seletivo e triste de certa forma, já que pessoas, lugares e situações muy queridas vão ficando para trás aos poucos. Enquanto isso, outras coisas vem surgindo e ocupando esses lugarzinhos no cérebro e no coração da gente.
Fica sempre esse desejo de que as coisas serão eternas mesmo que acabem, só que a eternidade de um sentimento exige que ele, pelo menos, seja lembrado de vez em quando. Sinto saudades de alguéns que sei que já "cresceram" atrás de objetivos distantes dos meus e sei que provavelmente não voltem mais - ou não da mesma forma. Sinto saudades até de alguéns que já vão estar de volta. E sinto saudades de um alguém, também. Acho que fotos servem pra que esse sentimento continue existindo.
Coração que sente demais o tempo todo todo e essa cabeça que não para de girar.
A fragmentação das minhas palavras pode ser pelo vinho e pela música ruim que ta tocando, boa noite Florianópolis.
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