quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

54?

As caras, os telefones e os nomes são os mesmos; as pessoas é que já não são mais. Me incluo.
Tudo e todos me remetem a dias que acabaram.


Acabaram e não voltam mais.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

à parte do todo.

Estou eu cruzando o Parcão, hoje, vindo pra casa, caminhando e cantando e seguindo a canção quando, do nada, um senhor barrigudo de uns 60 e poucos anos, passeando com sua cadelinha, me para e diz:
- Oi moça bonita! Toma, umas flores pra ti!
Me assusto a príncipio.
Depois, sorrio, agradeço e sigo.
Flores roxas, bonitas. Cena singela, emocionante.

Agora, a cor roxa de cinco pétalas no copo d'água colore meu ambiente com o que ainda resta de simplicidade no mundo.
Murchando - ambas - mas está aí, ainda.



Todo o ano eu fico triste e quero que o horário de verão não seja só do verão.
Vou dormir nesse sábado quente, depois de umas cervejas refrescantes, já que a noite de sexta foi de alta kilometragem e minhas pernas estão cansadas.
Boa noite.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

reticências

Por tantas vezes, a melhor coisa é realmente não entender o que se passa. Quando se entende, tudo fica sem graça e banal. Não digo o “não entender” na sua forma ignorante. Desejo ter tamanha inteligente a ponto de optar por não querer entender. O entendimento mostra verdades desnecessárias – algumas vezes. O não entendimento ilude, fantasia, sonha e ama.
Então, melhor não pensar. O “melhor” é essa angústia da espera. E é tão bom!
(Oração ao tempo.mp3)

Boa quinta feira feliz, sempre. :))