domingo, 29 de agosto de 2010

amoR.

Hoje fui à redenção com as brothers pra dar uma olhada no brique e dar uma ajuda na doação de cachorros do Campus do Vale. Claro que a maioria das pessoas que vão lá querem filhotes pela melhor adaptação. Mas tudo bem, acho que os adultos estão vivendo bem no Vale. (Deixemos, isso é assunto pra outro dia.)


  Uma menina que devia ter uns cinco ou seis anos.. cabelo liso e comprido com um sorriso lindo no rosto e os olhos escuros e cheios de amor. Pegou aquela cadelinha filhote, preta e gordinha no colo de uma maneira encantadora. Acariciava, balançava e cantava pra ela como se já se conhecessem há tempos. Os pais aceitaram a adoção pacificamente. A cadelinha recebeu um nome, um abraço e dormiu em poucos instantes no colo da melhor amiga que vai ter durante toda vida. Dessa forma, a família foi embora pra sua casa portando mais um integrante que, certamente, vai receber muito amor.

Meus olhos se encheram de lágrimas ao presenciar esse momento.

Demonstração total de amor, sem timidez, sem embaraços, sem finanças. Atitude essa que só poderia vir de uma criança pura e feliz, como todas são (ou deveriam ser) por natureza. Nos dias atuais tornou-se raro vermos tanto amor por outro ser. Muito mais raro quando é interespecífico.

Concluo que podemos ter esperança pro mundo quando vejo essas crianças que ainda podem amar.

sábado, 28 de agosto de 2010

02:32 AM.

Chuva que renova o corpo e a alma. Barulhinho bom. Chimarrão, música, livro, desenhos e coberta. Sem ninguém que possa fazer mal (e nem bem), sem ninguém. Só eu por eu mesma. O mundo se recolhe quando chove, a rua silencia solitária com suas luzes coloridas e eu fico aqui, cheia dos meus pensares. Sei que não posso fazer isso demais, mas de vez em quando é bom.


Carros bêbados em alta velocidade, cada um com seu destino de ir pra sei lá onde. Uma música (ruim) alta vinda de algum lugar onde, provavelmente, tem pessoas se divertindo. Alguns caminham em bando em frente ao meu prédio, ouço vozes e risadas de vez em quando. Pela minha janela, vejo mais quatro luzes acesas em outros prédios distantes do meu, cada ambiente desses com sua fantasia particular.

Sabe, talvez o meu lugar seja aqui, mesmo de vez em quando sentindo saudades da segurança confortável que eu tinha lá. Boas novas que encontrei vem me fazendo bem. Então continuo indo, entre novos amigos, novos amores, (daib)blues, Neruda, Chico, Caetano e Satolep.

Filosofia, biologia, música e poesia resumem meus últimos meses.



** Hoje fiquei muito feliz quando fui ao mercado com minha sacola ecológica e as duas pessoas depois de mim na fila também tinham suas sacolas, um casal de velhinhos e uma mãe com seu bebê. Devia ter dado um abraço em cada um deles! :D


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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ideologia Consumida

Seja o consumo de eletricidade, roupas, jóias, comida, madeira, doce, salgado, drogas, remédio, gasolina, prédios, gente, água, lixo, festa, inseticidas, álcool, dinheiro, carne.
Consumismo industrial. Ambição de tudo que é exageradamente prazeroso. Descontrole.
(AMO MUITO TUDO isso, sacas? Te liga que “eles” estão tentando te convencer!)

O governo adora esses gastos, afinal, aumentando o consumo, tem mais renda, que precisa de mais produção, que gera mais emprego. O empregado consome ainda mais e então... precisa de mais uma hidrelétrica pra abastecer a nova empresa “parceira” que chegou.
Afinal, o país será uma das novas potências mundiais (?), na natureza pensamos depois.

Para as aspirações da elite se concretizarem, é consumida, também, na mesa das refeições deliciosas de todos os dias, a biodiversidade brasileira que está se esgotando junto com o intelecto humano.

O capitalista selvagem só sabe consumir, parou de pensar.

Sustentabilidade não é utopia. Contudo, não partirá desse governo (e nem dos próximoS) a iniciativa de mudança; os seres de nossa espécie que se salvaram e ainda pensam podem começar a fazer diferente.
Andar mais de bicicleta e “comer” menos indústrias já é um começo, garanto.


... sinto falta do consumo de idéias.